Pós Script Quarta-feira, Nov 30 2005 

CAST

Helena…………………………………………. A embalagem
Ari……………………………………………….. Ari
Doe……………………………………………… Mistura de personalidades reais

Quadros que aparecem logo depois do CAST:
O chaveiro trocando a fechadura e Helena do lado com cara de amélia.

(crise de risos)

Deixo claro que não passou de um conto cujos personagens existem dentro de alguns conhecidos meu, embora as frases sejam literais o enredo não foi necessariamente veridico.

A realidade as vezes não é tão fácil de ser digerida.

A Chave [parte IV] Segunda-feira, Nov 28 2005 

“A Vaidade pode ser a ruina de um ser”.
Doe assumiu o papel de ser apenas objeto de uma vaidade, ainda que isso lhe fosse vão. O titulo não o incomodava, na verdade seu único incomodo , era repentinamente Ari aparecer no novo endereço de Helena, afinal, a sensação que teve no dia da molhada de lóbulo foi suficiente. Uma mistura de medo [de levar uma porrada], com pesar na consciência, vergonha e sabe-se lá o que mais. Não! passar por aquilo de novo e dessa vez entre 4 paredes não seria apenas vexatório, poderia ser trágico e ainda parar nos tablóides de um caderno de policia.
Doe já estava neurótico com essa possibilidade, e deixava isso claro para Helena que finalmente resolveu a questão.

- Sabe o que é isso?
- Uma chave (com ironia)
- Não é uma chave. É a chave… uma cópia da minha chave, eu tirei pra entregar ao Ari, mas já não sabia ao certo pra quem entregar. Hoje estou convencida de que é melhor ficar com você.

Doe pegou a chave com um sorriso de satisfação no rosto e prendeu a chave em seu discreto chaveiro e sem cerimônias se despiu.

Duas semanas depois Helena ainda ligava para Doe até finalmente verbalizar o que ele queria ouvir.

- Se não queria mais me ver, porque aceitou a chave da minha casa?
- Por vaidade minha filha, pura vaidade.

FIM

A chave [parte III] Sábado, Nov 26 2005 

No dia seguinte Doe estava no escritório, fazendo esforço para se manter acordado quando o celular toca. A voz de uma estranha sentencia:
- Como é difícil falar com você.
- Quem fala?
- Helena – disse com nítida insatisfação.
- Pensei que você ligaria às 7 da noite…
- Não aguentei esperar.
Doe começou a se perguntar porque aquilo que é fácil demais não nos apetece com tanta intensidade?
Se encontraram na noite seguinte, sem compromissos dele pra atrapalhar o encontro, sem o som alto para atrapalhar a conversa e sem Ari para interromper um beijo seguido de carícias e por fim cama.
Depois , naquele momento de recuperação de energias, ela passou a contar sua história com Ari. Doe sorriu , gargalhou para ser exato.
- Você acha engraçado?
- Eu ser uma vingança? (…) Sim, é engraçado…
- Você não é uma vingança…
- Eu sou o que então?
- (…)
- Eu sou o que então????
- Vaidade… uma vaidade minha.

- Doe com cara de tacho – :o

A chave [parte II] Quinta-feira, Nov 24 2005 

Os dias passaram lentamente e cada dia trazia em seu fim a tortura da lembrança da existência do dia seguinte. Ela estava infeliz por pensar no que ele fez, mas também sabia que continuaria a ser sem ele.
Não sabia ao certo as coisas, não mais se conhecia e aceitou deliberadamente ser a outra.
Estava aprendendo a se comportar, a ficar calada quando o celular tocava e era a oficial na linha, aprendendo que sentimentos passam ,mas o rito de gostar permanece.
Se ele vinha era bom, se não vinha, não fazia falta. Se saiam era ótimo, mas começava a lhe passar na cabeça sair sozinha.
Saíram juntos, decidiram dançar, beber, enfim.
Ainda na fila da nova badalada opção da cidade ela visou de longe seu ex-chefe.
Eles nunca se deram bem, o achava extremamente irritante e grosseiro. E todas as vezes que tinha o desprazer de encontra-lo naquela minúscula ilha, ele quase a ignorava. Ficou surpresa ao vê-lo sorrir quando instintivamente lhe acenou com as mãos.
Ari conversava animadamente com uns conhecidos que encontrou e uma pergunta lhe vinha em mente.

“Porque não posso fazer o mesmo?”
Conversaram e Doe notava certo interesse dela.
Helena sentia vontades
Doe, incomodo.
E Ari perguntava se queriam alguma bebida enquanto se dirigia ao bar.
Helena e Doe dançavam, ele querendo sair dali, ela com um só pensamento:

“Porque não posso fazer o mesmo?”
- Doe, qual seu celular?
Ahhh não! era o que ele temia, mas resolveu dar de ombros.
Ela insistiu na pergunta
Foi o jeito responder sem deixar notar seu desdém.
- Amanhã às 19:00h eu te ligo.
E repetiu isso 3 vezes.
- É impressão minha ou você está me paquerando?
- Com certeza.
Essa frase foi dita com tanta propriedade e lascívia que o desdém se transformou em profundo interesse.
Um abraço enquanto os corpos se mexiam embalados pela música e suas emoções espotenciadas pela bebida, sorrisos cuja melhor definição seria ‘vontades’. O som estava alto e ela vez em quando ia ao ouvido de Doe gritar algum gracejo.
Doe finalmente se inclinou um pouco como se fosse dizer algo para Helena, mas quando chegou perto, apenas molhou seu lóbulo direito sorrindo e continuaria a fazê-lo se não avistasse Ari, a dois metros, estático com os olhos abertos vendo aquela cena.

A Chave [parte I] Terça-feira, Nov 22 2005 

Atrás do balcão daquela pequena biblioteca ela se enfadava, mas sorria.
Ele diariamente ia e vinha da mesma biblioteca quase que religiosamente no mesmo horário.
Sua pesquisa para o Trabalho de conclusão de curso o fazia sempre procura-la, pois ela já até sabia os exatos livros que de costume usava.
Não demorou os sorrisos se transformaram em diálogos, que viraram convites, que se concretizaram em encontros e finalmente um namoro. Daqueles de conhecer os pais da moça, almoçar aos domingos, ser amigo do cunhado. Era perfeito…
Meses de namoro, passeios juntos, desabafos na calçada, desafios, compartilhando dividas e até picolés, aniversário dela, colação de grau dele mas sem direito a festa.
Sim… ela estranhou no dia da formatura não poderem ficar juntos, ela também estranhava ele sempre aparecer muito tarde ou demasiadamente cedo em sua casa.
Ela nunca notou, mas os amigos dele, eram somente aqueles que ela também conhecia. Ela pensou, e fingiu esquecer, afinal, ele era perfeito, amável, carinhoso e verdadeiro.
Verdadeiro?
Sim, ele não mentia pra ela.
Não mentia, mas… e se omitisse?
Essa duvida não lhe saia da cabeça.
- Ari… (suspiro)… você tem uma outra pessoa?
O silêncio e os olhos embaralhados sentenciavam 9 meses de omissão.
Ela abalada, implorou mentalmente “diga que não, por favor diga que não!”
- Porque essa pergunta?
- Apenas responda…
(suspiro)
- Eu namoro com alguém tem 3 anos!

3 anos!!!
Aquilo acabara com seu conto de fadas, a perfeição em forma de gente, era tão nojenta quanto toda a humanidade.
Ele a abraçou e ela sentiu repulsa.
O que era aquilo? o que estava acontecendo? Foi tanta confusão de sentimentos e tantos “agora faz sentido” que ela só conseguiu dizer:
PORQUE?

Escancarado Sábado, Nov 19 2005 

Nem acredito que fui descarado daquela forma
pior que o descaramento não deu em nada.
Pelo menos não agora!
Mas deixa a gente se esbarrar de novo
duvido se passo batido!
Aposto que vão olhar e ainda fazer menção de um cumprimento.

Hoje é dia especial Sexta-Feira, Nov 18 2005 

Dia de felicitar
amigo impar e singular
Hoje é dia de lembrar ações marcante desse admiravel companheiro.
Lembrar as vezes que ouviu desabafos, as preocupações com algumas irregularidades e as cômicas caretas com minhas estórias surreais.
Hoje é aniversário do Filhão
Um amigo que subsistiu às entemperies do tempo.
Que investiu quando todos os outros abriram mão.
E essa, é a minha simples homenagem pra um jovem que tem sido vencedor naquilo que tem realizado.

Parabens Filhão!!!!!

Você é alguém que conta
e com quem posso contar
então, conte comigo

Luv U

E percebi que… Terça-feira, Nov 15 2005 

E percebi
… que quando vejo alguém que tem o que eu já tive eu sinto simultaneamente algo muito bom e algo terrivelmente pessímo.
… que nesses casos eu acabo sempre por lembrar do segundo sentimento.
… que se eu não tentar ninguém fará por mim.
… que a grande maioria dos problemas realmente existem, mas os demais não enxergam.
[então porque raios você faz questão de enxergar?]
… que muita coisa mudou, mas outras permanecem exatamente como eram, inclusive as vontades, sejam elas boas ou ruins.
… que eu ainda não decidi.
… que ainda vou empurrar com a barriga.
mas que já está bem melhor que antes

Escolher o mais Facil!!! Sábado, Nov 12 2005 

Fiquei com a embalagem pra descobrir que falta contéudo

[eu já sabia disso]

A minha embalagem???
- Melhorou um pouco e me parece que às vezes também falta contéudo

[eu não sabia disso]
O ser humano pode mostrar faces que nem ele conhece de si mesmo
[eu tinha esquecido disso]
E eu me irrito com seres que pensam que são algo só porque tem conteúdo.
[se é que posso chamar isso de CONTÉUDO]

Embalagem ou contéudo???
- Hoje! eu fico com a embalagem

e dá pra por favor não se meter?

Só me resta Quarta-feira, Nov 9 2005 

Me diz porque outras embalagens me faz mudar de rumo
me conta como acontece
Me explica o que é isso…

É gostoso ficar admirando, mas detestável não passar disso.
Só por respeito,
só por consideração.
Talvez eu seja mal-carater e na verdade seja só por medo
de perder a chance,
de nem mais admirar.
Então melhor que seja:
Só sorrisos e olhares…

…e nada mais

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