“A Vaidade pode ser a ruina de um ser”.
Doe assumiu o papel de ser apenas objeto de uma vaidade, ainda que isso lhe fosse vão. O titulo não o incomodava, na verdade seu único incomodo , era repentinamente Ari aparecer no novo endereço de Helena, afinal, a sensação que teve no dia da molhada de lóbulo foi suficiente. Uma mistura de medo [de levar uma porrada], com pesar na consciência, vergonha e sabe-se lá o que mais. Não! passar por aquilo de novo e dessa vez entre 4 paredes não seria apenas vexatório, poderia ser trágico e ainda parar nos tablóides de um caderno de policia.
Doe já estava neurótico com essa possibilidade, e deixava isso claro para Helena que finalmente resolveu a questão.
- Sabe o que é isso?
- Uma chave (com ironia)
- Não é uma chave. É a chave… uma cópia da minha chave, eu tirei pra entregar ao Ari, mas já não sabia ao certo pra quem entregar. Hoje estou convencida de que é melhor ficar com você.
Doe pegou a chave com um sorriso de satisfação no rosto e prendeu a chave em seu discreto chaveiro e sem cerimônias se despiu.
Duas semanas depois Helena ainda ligava para Doe até finalmente verbalizar o que ele queria ouvir.
- Se não queria mais me ver, porque aceitou a chave da minha casa?
- Por vaidade minha filha, pura vaidade.
FIM
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