Beijar é bom Sábado, Dez 31 2005 

Beijar é muito bom
Beijar não é fazer “amor”
“amor” é sublime, é perfeito dois corpos sendo um só
Mas beijar (meu Deussss)
São duas bocas com muita química e vontade.

Beijar é aquele olhar encarado acompanhado de um sorriso e mais uma curvada do pescoço até alcançar a boca alheia. Pode ter variantes de caricias na nuca ou mesmo um simples abraço na cintura.
Mas bom mesmo é aquele beijo que a mão passeia pelas costas, toca na nuca, acaricia os cabelos e o abraço vai ficando apertado colando a roupa.
Não precisa ser aquela coisa desesperada, não!!
Beijar é bom e tem de ser desfrutado
Degustado
Beijar é bom pra caramba

Pode ser uma simples bitoca,
Pode ser beijo na bochecha
Pode ser só intenção de beijo que virou acidente
Mas contanto que tudo isso seja apenas prenuncio de beijo bem demorado
E por favor que seja de olho fechado
Porque beijar é bom
Beijar é muito bom
é bom pra caramba

Beije sempre, beije muito
roube o sabor da boca alheia
sinta o gosto do que beberam
o halls que não te ofereceram
Porque beijar é bom
Beijar é muito bom
é bom pra caramba

Beije abraçado
beije dançando
beije agarrado
beije agarrando
beije sorrindo
beije no meio da briga
beije quando não tiver mais o que falar
quando tudo que te resta é beijar
beije no ínicio
e também no final
mas beije
Porque beijar é bom
Beijar é muito bom
é bom pra caramba

Beijar emagrece
beijar apetece
beijar entorpece
beijar anima
beijar até rima
Porque beijar é bom
Beijar é muito bom
Beijar é bom pra caramba

Dengue ou Dengo Quinta-feira, Dez 29 2005 

Estou Doente, arriado,com dor e preguiça
Tive uma Noite de rei, o que ser não sei.
Há suspeitas de dengue… pode ser dengo

De novo Terça-feira, Dez 27 2005 

Ontem eu senti saudades do que não tive. A não ser as promessas, os plano roubados, frustrados como todos os outros.
É…
a ilusão.
As vezes me sinto o personagem daquele filme que vende seus amigos e sua alma por uma vida de ilusões na Matrix.

Utopias…

Nelas os sorrisos que quero seriam meus
Eu não seria um amor-substituto
Uma muleta.

[Precisava ver a euforia]
(suspiro)

Eu sou menos?… basta!!!
Vou procurar algo onde eu possa ser mais.

Realidade…
Nela meu sorriso é veridico. Às vezes pelo momento presente que geralmente me remete ao passado.
Lá fui um amor-verdadeiro
Âncora nas tempestades
[Precisava ouvir os soluços]
(suspiro)

Eu era…. e basta!!!!
Preciso deixar o cume da perfeição se quiser viver de novo.

Virtualidade…
Nela me encontro, me invento. Sou o que quero e o que querem.
Não de mentira… Não!!!!
Mas porque nela a verdade é relativa.

[Precisava ver os multi-adjetivos]
(suspiro)

Eu sou e posso continuar sendo e vivendo… E não me basta.
porque o que quero é viver as 3 coisas.

Seria-me infeliz sem utopias
louco sem a realidade
e incompleto sem a virtualidade

[mas isso ainda é relativo]
A realidade do meu passado é uma utopia que só consigo obter no virtual.

E eu já sei porque!!!!

Tanto Faz Segunda-feira, Dez 26 2005 

Expectativas
e tanto faz
mas algo me apraz

frustrações??
hunf!!
elas já existiram e talvez voltem a existir
mas…
tanto faz

Me faz sorrir
me faz sentir querido
me faz pensar que é possivel
e a ideia do” longutopicomancista”
me faz querer
não nego que tenho receio
Expectativas
mais uma
e todas elas
não vão me desviar do meu plano!

Natal informal, sem ceia
Os telefones pararam de funcionar depois de uma certa hora da noite.
A deusa da justiça deve ter ficado irada com a injustiça que fiz com ela, ela toda alvoraçada para ir à Nova badalação Manauara e tudo conspirando contra, inclusive minhas vontades.

Sim, eu estava chateado com tudo isso, e ainda por cima com fome.
Houve quem prometesse me trazer comida, houve quem me convidasse e por fim houve quem insistisse.
Fui, mas não encontrei anfitrião.
Verdades mentirosas
artimanhas argilosas
Natal….
ele já me foi mais sacro
dessa vez me foi um saco!

Primeiro Passo Sexta-Feira, Dez 23 2005 

Tudo corre conforme o planejado.

Inicio do processo com aquisições dos recursos além de realizados os primeiros contatos.
Curiosidades aguçadas e recptividade alcansada com exito.
Agora é paciência e segurar a ansiedade.

Lembrando que quando eu quero posso ser bem meticuloso.

Cansado… Quinta-feira, Dez 22 2005 

Cansado de mim…
de minhas tentativas que não resistem ao tempo.
Cansado do tempo que insiste em passar enquanto eu ainda vivo o que passou.
Cansado de mim…
Cansado das minhas certezas que não me dão segurança e de minhas inseguranças que me tornam tão soberbo.
Cansado de mim e de toda minha filosofia utopica, de imagens e aparência.
Cansado de mim e do pouco que sou
Cansado de lamentar o que queria ser…
Cansado do que fui e queria continuar sendo/tendo e do que ainda sou/tenho.
Cansado de mim…
Frustrado.

É só uma conclusão.

Eu não PINTO Segunda-feira, Dez 19 2005 

Ninguém ate hoje acredita, mas é a mais pura verdade… minha barba estranhamente nasce preta e em certa altura fica ruiva.
Na verdade ela sempre é ruivinha, desde sua concepção, mas como esta curta as pessoas não percebem, depois de grande é que se vê.
O problema é que ninguém aceita, TODOS acham que eu me dou o trabalho de tingir minha barba de ruivo. Tenha consideração…
EU NÃO PINTO!
Mas nao adianta dizer isso, nao adianta … nao acreditam em mim.
Mas continuo a afirmar:
EU NÃO PINTO!
Dia desses teria sido trágico, se nao tivesse sido comico lá estava eu em ambiente pirotecnico com malabaristas com fogo, a noite estava perfeita e eu também diga-se de passagem, cabelo alinhado de cavanhaque estiloso e claro, naturalmente ruivo – EU NÃO PINTO.
Conheci uma doce criatura com olhos de mel e sorriso bem alinhado. Nao cabe aqui descrever como, mas na hora do rola-pra-cá-te-jogo-pra-lá:

-Meu Deus o que e isso?
-Isso o que?
- Você pinta?

Ahhhhh nao isso era demais

-NÃO!!!!EU NÃO PINTO!
- Pinta sim fala a verdade, olha só nao e da mesma cor (puxando um cachinho de pelos do meu peito)
- É, eu sei, mas EU NÃO PINTO!
- Olha só o daqui também não é ruivo (puxando um cachinho do…)
- É, eu sei, mas EU NÃO PINTO!
- Ai ! para de mentir
- Mas eu nao estou mentindo…
- Quer saber, se você mente numa coisa tão banal quanto essa, imagine nas outras..
- Mas EU NÃO PINTO!
- Esquece , eu não quero mais… me leva pra casa…
- O QUE?

Tudo bem não passou de uma brincadeira, mas sabe, depois dessa estou pensando seriamente: eu vou passar a mentir nesse assunto…
Quando perguntarem se eu pinto direi apenas “SIM, GOSTOU?”
E pronto!
Mas uma coisa é fato!

EU NÃO PINTO!

Planos Quinta-feira, Dez 15 2005 

No final de 2004 fiz planos para 2005 que praticamente era uma neurose envolvendo saúde, sentimentos e principalmente auto-estima.

Coloquei um propósito e toda a minha agenda girava em torno disso galgando quinzenalmente a um resultado que me levaria a outro.

Cada etapa vencida de quinzena em quinzena me davam mais ânimo para continuar as próximas, e quando faltavam muito pouco desse meticuloso plano… Apareceu alguém que… Como diria?… Fez-me mudar o foco, alias esquecer o tal plano. E justo na hora em que me só me faltava dar a cartada final, ao bem da verdade ela poderia me ser parte da cartada final.

Restaram-me apenas as boas conseqüências para minha saúde e auto-estima… Infelizmente os sentimentos tiveram que esperar.

Mais um ano se finda e hoje repentinamente o mesmo plano me veio em mente, mas dessa vez de forma bem mais ousada… Talvez o êxito da experiência anterior me tenha feito ser tão ousado assim…

Quer dizer o aparente êxito!

Eu vou fazer a mesma coisa, embora as pessoas alvo tenham mudado, as metas tenham aumentado e não tenha mais como medir os resultados, mas dessa vez não haverá raios do sol ou da lua, intempéries do vento e da chuva ou clima frio-quase-morto que me impeçam de concluir o maquinado.

As pessoas não acreditam quando digo que sou maquiavélico…
Dessa vez eu provo que posso ser.
Quando julgar ter concluído tudo posto a vitória

[e me enterro de vergonha se houver desistência.]

Livros Quarta-feira, Dez 14 2005 

Entrei em uma livraria essa semana, ela se chamava Hei de Escrever, era meio moderna e com prateleiras muito bem divididas por assuntos, embora esses assuntos fossem meio diferentes daqueles que estamos acustumados a ver.
Não continha Ficções, romances ou filosofias.
Entrei primeiro no corredor dos Lamentos e vi obras como “Esperavam que eu fosse, mas eu não fui”, era uma história muito revoltada sobre um filho cujos pais pensavam mil coisas dele e pra ele, mas ele por puro orgulho e tristeza não foi nada daquilo esperado… Ele foi muito mais do que esperavam , em todos os sentidos sejam bons ou ruins.
Outro livro me chamou muita atenção. Contava a estória de um adolescente apaixonado sempre pela menina errada, mas que pra cada erro escrevia um belo poema. Havia um livro muito grosso chamado “Montanha Russa de Sentimentos” , mas me deu um pouco de naúseas ao começa-lo a ler.
No corredor dos Grandes Amores, havia apenas um livro. chamado “Nossa História” e achei engraçado que a primeira frase era também a ultima que dizia “Parece que o destino das grandes histórias é ter um final banal”. E foi verdade a obra continha uma linda e perfeita Historia de amor que terminou de forma tão banal = ( banalissima pra dizer verdade…
Havia uma prateleira com livros muito bizarros, um em especial parecia sinopse de filme de terror , não tive a coragem de folhear ele por inteiro, mas no trecho que li o assassino tinha nas mãos a chance de matar quem era pra amar, mas preferiu deixa-la viver só pra vê-la sofrer… horrivel!
Outros continham trechos eróticos , alguns umas passagens liturgicas, havia um único e ralo livro sobre politica que pareceu-me pregar a anarquia, mas no final em sua última linha continha o termo “Teocracia”
Continuei a folhear muitos e muitos livros lendo sempre sua primeira linha e sua última frase.
Encontrei um muito triste que me encheu de profundo pesar, falava sobre Dúvidas e Certezas. Alguns poucos livros poderia considerar como romances, mas estavam classificados como Contos que nao Contam.
Livros com títulos estranhos que não me suscitaram mexer na prateleira mas cujos títulos trouxe comigo: “O Trigo, o joio e a mostarda”; “Ser ou Fui?”; “Participio perfeito”; “Principes”; “Uma utopia possível”; “Descaso”…

O velho senhor que nem mesmo levantou os olhos quando entrei na loja se dirigiu a mim e perguntou?

– Gostou de algum?
- De muitos senhor…
- Escolhes um e podes ficar como presente de natal.

Puxa!!! e agora, como escolher entre tantos livros que me chamaram atenção???
Sugeri que ele o escolhesse… o velho sorriu e puxou um livro e ainda sorrindo me entregou. Eu lamentei pois o achei tão banal, o velho notando meu desdém, disse:

– De todos os livros somente esse não te frustraria, qualquer outro tu irias odiar.
- Porque? perguntei curioso.
- Todos os demais livros que tu folheaste não foram terminados … o meio quase todo esta em branco, mas como tu olhas somente o inicio e o fim, pensou que estivessem completos. Somente esse está completo.

Peguei alguns livros e os abri no meio, e não é que o velho estava certo, as folhas estavam quase todas em branco, embora eu olhasse e pudesse entender tudo que o livro quisera expressar.
Então perguntei:

– Porque só esse está completo?
O velho novamente sorriu.
- Ele também não esta completo meu jovem, ele não está… O que se lê nele foi o que aconteceu… mas notas as ultimas 4 folhas?
- Sim – haviam 4 folhas brancas depois da última frase.
- Nelas Tu escreverás o que há de acontecer.

Fui embora com o livro na mão.
Li e reli várias vezes e embora vibrasse no meio sempre me frustrava ao final…
E as vezes, só as vezes eu lembrava que ainda restavam 4 folhas em branco.
Eu poderia usa-las para anotar telefones de mulheres que conheci por ai
ou pra fazer meus cálculos de quanto devo a alguém…

Aquelas ultimas 4 folhas …
Eu poderia escreve-las
Eu posso escreve-las
E me pergunto se Eu Hei de Escrever.

Sentidos dormentes Segunda-feira, Dez 12 2005 

Fui acusado
de muitas coisas
acusações deturpadas da realidade
que bem poderiam ser verdades
que algumas até são, mas não daquela forma pintada.
Não sou uma pintura fácil
bem o queria
não esse dobre animo de mocinho e vilão
de vitima e algoz
Não aceito esse quadro de uma ovelha negra.
Mas nada faço para muda-lo

Eu estou triste
já estava antes das acusações, elas apenas intensificaram o sentimento.

A cada ano eu tenho uma certeza.
e algumas dos anos anteriores deixam de existir com o passar dos meses
em dias eu desfaço promessas eternas
e em horas eu assassino um futuro previsto em perfeição.

Eu quis chorar
mas não sou tão maduro pra admitir isso.
eu quis propor loucuras
mas não fui infantil suficiente pra fazer isso.

Eu queria um abraço mais demorado, afinal talvez fosse o ultimo

e mal o terei na lembrança.

Acusações!!!!
Elas me fizeram quase chorar
elas me amadurecem a cada pesar
elas me infantilizam…

Elas… as acusações

elas…
as duas mulheres da minha vida.

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