Lindos olhos brilhantes,
Perola negra na imensidão do branco
São olhos que me encantam
Pela aparencia de criança
Com expressão de adulto
e esses cabelos
ainda incognita pra mim
Naum sei se gosto ou se odeio,
Mas sei que quero passar meus dedos
E ver as perolas dos teus olhos
se esconderem num manifesto de satisfação agradavel.
Escondendo as perolas Segunda-feira, Jan 30 2006
Uncategorized 9:44 pm
Vida Pública Domingo, Jan 29 2006
Crônicas 7:21 pm
Foi quando descobri que sou viciado em blog e que viajo bem longe quando o assunto é esse, comecei a falar de toda rede e ciclos e cultura própria de um blogueiro, o linguajar , os coments.. Enfim essa coisa que só quem tem blog pode entender o significado.
Defendi com frase que não somos adolescentes pondo no ar meu diarinho virtual e sim expondo pra uma seleta rede de pessoas aquilo que guardo aqui dentro, frisei o objetivo de cada blog, quase sempre exposto em seus títulos.
Falei da extinta Bloguemia cabloca , dos blogstars, dos relacionamentos existentes, dos romances vividos … E pasmem
Eles foram irredutíveis.
Mais a frente mudamos de assunto (afinal passei daquela época em que batia na tecla… falo uma vez, não entendeu azar). Quando mudamos de assunto, pude notar que tudo, TUDO pros dois era feio, chato, bizarro, antiquado etc.etc.
Eu perguntei se eles chegaram a ver o presépio de natal que havia na Ponta Negra, pois iria comentar como achei criativo terem colocado um presépio com características regionais.
Fiquei calado… Fazia tanto tempo que não à via e eu estava apenas conhecendo o pretendente dela que por várias vezes viu como em Manaus tem muito viado, que as motos Haley Davison são poucas, que Manaus é o fim do mundo, que as coisas aqui são ultrapassadas e.. (ahh melhor parar de lembrar). Ele é uma pessoa legal… Mas pareceu alguém que se sente ameaçado e começa a não deixar terreno pra o acharem menor.
Achei estranho eles não se beijarem, não segurarem as mãos, apenas dizer aquilo que eu já sei
Manaus não tem opção pra sair
E lamentaram isso tantas vezes, mas tantas vezes que eu me senti mal
Porque sinceramente moro nessa cidade e embora ela não tenha opções pra se sair eu sempre me divirto muito … Pois as companhias com quem estou fazem da noite algo memorável, divertida, uma festa!
Os chamei para irmos à casa da Sopa, falei como era o ambiente, rodízio de sopas e tal… E quando fui falar sobre a jarra de água e o prato de rosquinha com pão (como fui besta de falar esse detalhe) eles perguntaram se no pacote tinha direito de usar o WC…
Desisti de tentar salvar a noite.
Me senti um inútil de ver que a minha companhia não era agradável e senti uma especie de pena deles, por ver que eles não serviam pra suprir um ao outro em uma cidade de escassas opções sabadais.
Hoje ao acordar fiquei pensando sobre como minha vida pode ou não ser pública, por conta do meu orkut, blog e fotolog.
E a conclusão que cheguei foi a seguinte:
Minha vida é um livro aberto pra quem quiser ler e ver, bem verdade que certas páginas e fotos desse livro estão criptografadas (não é Selph?) e outras … Bem outras eu mesmo arranquei.
Confuso Quarta-feira, Jan 25 2006
Uncategorized 10:03 pm
Nos últimos dias eu tenho estado mais enrolado que carretel
Eu sei o que quero, mas não sei o quanto querer
e sei o que pensam, mas quando me falam eu não sei o que pensar
Eu não sei o que fazer
mas bem sei o que faria se fizessem
Eu sei o que espero
mas não sei se estou preparado pro que há de vir
As circustâncias dizem que eu não presto
mas tenho certeza que posso servir.
Certezas não dizem nada
a não ser que é inevitável
Circunstâncias mudam tudo
inclusive meu humor
E a certeza que tenho agora é que escolher deliberadamente o erro é uma forma de recompensar.
e tenho dito
Margarita me espera
Você. Terça-feira, Jan 24 2006
Poesias 12:40 am
Esse poema já foi postado antes… e gostaria de dessa vez dizer que ele foi escrito apenas por causa da foto.
É isso ai eu olhei a foto (uma similar a essa) e larguei-me a escreve-lo.
Usando uma tecnica chamada ancoragem em publicidade e propaganda.
Digam ai se eu era um bom publicitário!
Você é a culpa do meu estado
a razão desse sorriso desenhado
foi vc que me provocou
foi vc quem encheu minha mente
propositalmente
de ideias e desejos que não podem se realizar…
a presença que me acalenta
É tua falta que me traz incômodo
que eu insisto em sentir
que me faz admitir:
Que é você… é você que eu quero
PÓblema Domingo, Jan 22 2006
Uncategorized 9:02 pm
Desespero !!!!!!
Eu preciso de um doce, algo doce… a padaria tá fechada, meu Deus!!!
doce algum doce…
o açucareiro tá aberto
Que isso!!!! ai já é exagero, credo!
Descobri que sou viciado
Alias todos esses pós brancos viciam e matam
- Sal
- Acuçar
- Cocaina?
E todos me fazem mal
[hipertenso, diabetico em potencial...]
Vou pedir pra minha prima vizinha…
Que vergonha
(…)
Pelo menos esse Póblema foi resolvido
O Cosmo e o Reino Segunda-feira, Jan 16 2006
Crônicas 11:45 pm
Ao terminarem de ler esse texto me acharão um louco, de certo que seja verdade, outros sim, talvez eu me entendesse e não agisse com tantas coisas anormais já que a loucura é antônima de sanidade e são… é que definitivamente não sou.
Começo a destilar essas loucuras exatamente sobre os verbos ‘ser’ e ‘estar’, pois toda vez que uso um deles sofro porque não sei se sou ou estou. Sorte tem os americanos com sua língua tão simples que não diferenciam o ser do estar e cujos símbolos e fonemas são apenas To Be, daí resta à quem ouve e lê designar seu significado.
Não obstante essas pequenas coisas da língua, sofro a dualidade de dois mundos tão opostos entre si que penso aqui residir a causa mor de minha loucura.
Um deles outrora me satisfazia e me protegia e de tão convicto que era e daquilo que tinha eu me sentia, o outro mundo nem curiosidade me fazia. Eu era inocente, mas jamais ignorante, sabia o que havia do outro lado e não nego que algumas coisas passavam tão perto de mim que podia até sentir o cheiro, e ele me dava náuseas.
Outro assunto que preciso explanar para que a minha loucura seja entendida (que paradoxo) é a proteção. Deveras que seja necessária, mas será que demais causa danos?
Essa pergunta da modernidade e que desde a antiguidade já sofriam, pouco importa nesse contexto. O fato é que eu preferia sim ser protegido em demasia e isso indica claramente que eu fui mal acustumado.
Não ouse ainda me julgar infantil, pois esse de todos adjetivos é o que mais me revolta.
Permita-me voltar ao assunto… Em um dos mundos de minha dualidade, eu estava totalmente protegido e isso me deixava tão certo do que eu era/estava que por vezes eu mal lembrava do Cosmo, embora, como já dito, pudesse sentir o cheiro, o problema é que cheiros se sentem mas não se vêem, um cheiro qualquer o vento passageiro traz e quando você se pergunta “de onde?”
Nem o sente mais.
Protegido, inocente, mas não ignorante. Eu o era… Eu estava.
Belo dia de minha caminhada não sei quando, jogaram uma pedra em minha muralha de proteção e a vi cair, bem verdade que há algum tempo notara rachaduras mas pareciam tão firmes, hoje sei que as pequenas rachaduras foram brechas para grandes crateras.
O meu mundo sem muralhas me permitia não apenas sentir o cheiro do mundo vizinho, mas também visualizar todo seu horizonte. O cheiro ainda me dava nojo.
Se o cheiro incomodava a paisagem agradava.
Eu olhava o horizonte e o Cosmo parecia mui belo, embora eu soubesse que era totalmente falido, que fosse apenas aparência, mas uma boa aparência.
Eu olhava o meu mundo e via as muralhas caídas enquanto os habitantes do Cosmo tinham grandes fachadas.
Eu olhava os habitantes do Reino e via monarcas com problemas maiores que os meus, e os habitantes do Cosmo festejavam dançando semi-nus.
Aquele cheiro ficava mais forte sem as minhas muralhas e eu fingia que estava tudo bem, nesse ínterim um habitante do Cosmo visitou o Palácio. Como sempre, o tratamos muito bem, afinal trazer habitantes do Cosmo para o Reino é o motivo de nosso maior júbilo. Ele entrava, ceiava conosco e depois se ia, mas sempre voltava e junto com ele aquele cheiro.
Admito que sem as minhas muralhas eu mesmo fui dar uma volta no Cosmo, achando-me protegido pela força de minhas convicções, mas aquele cheiro no mundo não era um mero vento e sim uma fonte consistente que impregnou-se em mim…
Erroneamente achei que voltar correndo pro Palácio me poria em seguro.
Segui com a rotina no Reino e tive o simples serviço de integrar o novo habitante com o restante do Palácio. Ele tinha aquele cheiro em suas roupas e isso no ínicio me incomodava, com o tempo passei a querer lembrar daquele cheiro e estar na compania de quem o tinha era a melhor forma.
Ledo engano!
Fomos juntos no Cosmo e cheiramos aquele aroma.
Pouco a pouco não consegui mais exercer minhas atividades monárquicas, meu serviço não rendia, minhas decisões eram equivocadas e vi que para o bom andamento do Reino eu devia abdicar.
Passei a ser um sem noção no Palácio.
Hoje minhas ruínas continuam no chão e eu praticamente moro no Cosmo, pois almoço, janto e durmo lá, apenas vou ao Palácio ver e ser visto.
O cheiro agora me é próprio e exala por mim.
E o meu dilema é exatamente esse…
Mudar-me oficialmente pro Cosmo ou trancar-me em uma masmorra de marfim enquanto minhas muralhas são restauradas.
Equivocadamente quanto mais conheço o Cosmo, mais sei que me faz mal.
Equivocadamente quando mais conheço o Cosmo vejo que ele é exatamente como me descreveram no Reino.
Equivocadamente quanto mais me envolvo com os Cosmopolitas mais percebo que não sou igual a eles, embora seja bem pior que muitos deles.
Equivocadamente os Cosmopolitas preferem um monarca a um plebeu.
Equivocadamente …
Trago do Cosmo não só o cheiro , mas também toda ignomínia.
Ser ou estar?
Eu estou no Cosmo mas Sou do Reino.
Louca dualidade da minha vida:
O Cosmo e o Reino
A escolha Segunda-feira, Jan 16 2006
Uncategorized 1:56 am
Eu preciso escolher entre o certo e o errado
Eu preciso escolher entre o que eu quero e o que devo querer.
Eu preciso escolher entre continuar como estou sem querer o que sou ou voltar ao que era com as macúlas do que vivo.
Eu preciso escolher entre a simplicidade de uma vida REAL ou um mundo de reis visto nas propagandas da tv (utopias)
Eu preciso escolher entre quem realmente me ama ou quem apenas me engana
Eu preciso escolher entre Deus e o Diabo
Eu preciso escolher.
E durante muito tempo eu tenho postergado essa decisão
porque o errado é gostoso e o que eu quero é errado.
porque eu tenho medo da minha escolha
MEDO…
de todas as suas consequencias
Embora não dê mais pra postergar
eu ainda não tenho uma resposta.
Foi a sugestão
nem lembro mais como faço pra encontra-Lo.
Medindo o Tempo Sábado, Jan 14 2006
Uncategorized 9:58 pm
é meio que uma neura, o tempo pra mim exercia uma magia, me amarrava em filmes que tinham o tempo como pano de fundo: De volta para o fututo [I, II e II], A viagem no tempo, Eternamente jovem, Em um lugar e tantos outros que passaria o post inteiro listando.
Eu decorava datas de momentos felizes, contava os dias pra fechar mês, semestre, ano e fazia festa por tudo. Eu fazia contas quando ainda criança pra saber que idade teria no ano de 2000 e na virada do seculo 2001 (21 e 22 respectivamente) eu fazia um histórico mental do que rolava entre uma copa e outra e sabia que as olimpiadas eram intermediarias entre os acontecimentos.
Infelismente conforme o dito tempo foi passando perdi a capacidade de guardar as datas do tempo e hoje só consigo lembrar dos acontecimentos se atrela-los a um acontecimento histórico.
A primeira vez que dirigi o carro sozinho foi no dia da final da copa do mundo, enquanto o Brasil inteiro torcia eu realizava o sonho de qualquer iniciante no volante – dirigir pelas principais ruas da cidade tendo a avenida só pra mim. A cidade era fantasma e eu era o unico no meio dela!!!
Tive o cuidado de voltar são e salvo pra casa antes do jogo terminar e as ruas serem invadidas por alcolizados que queriam celebrar a vitória ou afogar sua tristeza da derrota (nesse ano em especifico afogar a tristeza).
Cheguei em casa e ninguém nem notou a falta do carro. O jogo estava pra terminar e o Brasil perdeu!!! = (
Meu pai ficou tão triste que fiquei com dó dele e falei com todo ar de “expert no tempo” pra não se preocupar que em 4 anos teria copa de novo e o Brasil poderia ganhar.
Ele sorriu e disse que a copa realmente teria, mas que não saberia se estaria vivo pra ver a vitória.
(…)
Credo, eu odiei ele dizer aquilo, odiei, odiava tudo que falavam com pessimismo sobre a morte, eu era um pré-adolescente (12 anos) não conhecia nada da morte só sentia que ela era algo muito distante de mim e de todos que me cercavam (parecido com aquele sentimento de que AIDS, cancer ou outra coisa horrivel dessas só acontecem com os outros).
Muita coisa rolou entre uma copa e outra inclusive meu pai ver o Brasil ser TETRA Campeão do Mundo e a alegria era tanta, a gritaria era tanta que só assim pude notar que o jogo tinha acabado e eu precisava voltar urgente com o carro antes dos alcolizados entrarem em cena.
Quando cheguei em casa abraçei meu pai e vi ele festejando com os amigos e sua cerveja, lembrei da frase que ele havia me falado na última copa e constatei que era feliz.
Meu pai não viu a derrota do Brasil para França, nem festejou o PENTA. Esse ano de 2006 o Brasil vai lutar pelo HEXA mas desde o TETRA as avenidas de Manaus nunca mais foram só minhas.
Hoje fazem 10 anos que meu pai se foi.
Eu recordo da data.
Ela martela na minha cabeça desde as festas de natal e ano novo.
Não doi.. não fico deprimido. Apenas lembro da data e até faço questão de lembrar.
Mistura Sexta-Feira, Jan 13 2006
Uncategorized 2:22 am
Eu te falei que eu era egoista
eu te falei que iria te roubar
e você me fez acreditar que seria fácil
E as vezes penso em desistir
De ser só teu
Por duas vezes eu quis ficar contigo
Mas teu egoismo foi maior que o meu.
E eu queria tanto deixar de pensar em você
perder essa vontade de te ver
esquecer da tua voz
do que me fazes sentir quando estamos sós
Mas consigo?
até que sim
então tu vens e me liga falando com dengo, pedindo perdão
e eu? … um bobão.
Te acato com agrado, te cato com tato
te sinto com os dedos
te calo com a boca
Me beijas o umbigo
eu e tu,
tu comigo
Essa mistura de corpos, saliva e tesão.
